Rapaz tem Asperger e matou colega de residência, Melissa Mathieson; julgamento ocorre nesta quinta-feira (22)

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Um adolescente de 19 anos foi a julgamento nesta quinta-feira (24) por estrangular uma garota de 18 anos para ter relações sexuais com ela. Jason Conroy, que tem Síndrome de Asperger, atacou Melissa Mathieson em outubro do ano passado na Alexandra House, em Bristol, onde ambos viviam. A residência é uma casa de cuidados para pessoas com Asperger, de acordo com o jornal The Guardian. O exame de perícia concluiu que Melissa foi
estrangulada e sofreu um ataque cardíaco em decorrência do estrangulamento.
Conroy, de Bristol, nega o assassinato mas admite homicídio culposo com responsabilidade reduzida - apelo que não foi aceito pela promotoria. Foi dito ao júri que o garoto de 19 anos estrangulou Melissa até que ela ficasse inconsciente, e em seguida a arrastou do dormitório dela, no 3o andar, até o quarto dele, no 2o. No entanto, o barulho de portas batendo chamou atenção de funcionários.
Mathieson foi encontrada morta nas escadas com marcas vermelhas ao redor de seu pescoço e Conroy apareceu em seguinda aparentando estar "trêmulo e nervoso". 
O garoto, que na época tinha 18 anos, fugiu e foi visto no telhado da residência ameaçando pular para suicidar-se. Poucas horas antes do ataque fatal em 12 de outubro, Mathieson havia relatado a funcionários que Conroy estava perseguindo-a e assustando-a. A garota teria dito: "ele faz eu me sentir muito desconfortável. Eu sinto como se ele estivesse me seguindo pelos corredores e que quando eu me viro, ele está sempre lá."
Adam Vaitilingan, promotor do caso, contou ao tribunal: "O réu tinha histórico de comportamento perturbador, incluindo o uso de violência e comportamento sexual inapropriado; ele atacou Melissa, estrangulando-a no seu quarto e depois arrastando-a do quarto dela até o seu próprio, mas quando uma porta bateu e funcionários subiram para ver, ele a deixou na escada, onde ela foi encontrada."
Poucas horas antes do ataque, Mathieson falou com funcionários da escola sobre Conroy

Poucas horas antes do ataque, Mathieson falou com funcionários da escola sobre Conroy


Depois de preso, Conroy disse aos policiais: "Eu sou responsável". Foi dito ao Tribunal que mais tarde naquele mesmo dia, ainda na delegacia, o garoto confessou o crime para a gerente da Alexandra House, residência onde vivia, Yvonne Hin. 
"Jason disse que o que ele fez foi uma repetição do que havia acontecido dois anos antes. Ela acredita que ele se referia a um incidente em que ele estrangulou uma funcionária de uma escola em que havia estudado antes", disse o promotor Vaitilingam. "Em certo momento Jason declarou que não deveria ter feito o que fez, já que isso o colocou em uma grande confusão; disse que achava que havia aprendido da última vez mas que obviamente não aprendeu", concluiu o promotor.
Aos 17 anos, quando estudava em um colégio interno, Conroy agarrou uma professora por trás e apertou seu pescoço até que ela desmaiasse. O promotor declarou ao tribunal: "Ele admitiu o ataque e disse que vinha tendo pensamentos sexuais sobre ela, embora soubesse que não poderia ter relações com a professora;  justificou seu ataque dizendo que se a professora estivesse morta, ela não seria mais uma funcionária, e que portanto, ele não estaria infringindo as regras." 
Ainda segundo Vaitilingam, "ela escapou por pouco mas foi um prelúdio assustador para o que aconteceu com Melissa Mathieson apenas 16 meses depois, quando o réu a estrangulou até a morte". 
No dia do ataque, uma funcionária da residência, Elaine Coleman, viu Conroy "fitando" a garota e disse para colegas de trabalho prestarem atenção na dupla. O promotor disse: "Elaine Coleman terminou seu turno mas antes de ir embora pediu a outros dois empregados da escola para que prestassem atenção durante e noite e que quando Jason e Melissa subissem para seus dormitórios, eles deveriam subir e conferir que as portas estivessem trancadas".
Vaitilingam falou que quatro psiquiatras concordaram que Conroy sofre de autismo, possui baixo QI e distúrbios de aprendizagem. "Ao menos um dos psiquiatras acredita também que ele sofra de distúrbios sexuais, com comportamento que varia de inapropriado para hostil e perseguidor, e fantasias que incluem estrangulamento e estupro", disse o promotor.
O julgamento continua. (Ig)
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