Caso Elisa Samúdio: O goleiro que jogou a carreia no lixo

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Bruno foi condenado a 17 anos em seis meses em regime fechado e quatro anos e nove meses em regime aberto. Assim como pediu a promotoria, a ex-mulher do goleiro está livre

O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, foi condenado a 22 anos e três meses de reclusão em regime, incialmente, fechado pelo sequestro do filho Bruno Samudio e morte e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 25, ex-mulher do goleiro, acusada de sequestro e cárcere privado de Bruninho, foi absolvida.



Marcelo Albert/TJMG
O goleiro neste último dia de julgamento, em Contagem

A pena total de Bruno de 22 anos e 3 meses é composta por 17 anos e seis meses em regime fechado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, três anos e três meses em regime aberto pelo sequestro e cárcere privado de Bruninho e por um ano e seis meses em regime aberto pela ocultação de cadáver de Eliza.
O goleiro já cumpriu 2 anos e 9 meses de prisão desta pena. E por ter trabalhado na lavanderia da penitenciária Nelson Hungria durante o tempo em que está preso o goleiro ainda teria direito a redução de mais uma parcela da punição. Segundo previsão do advogado de defesa Lúcio Adolfo, Bruno poderá progredir para o regime semiaberto em três anos e seis meses. Se continuar a trabalhar na prisão, a expectativa é que esse prazo caia para dois anos e oito meses.
Em sua decisão, a juíza Marixa Fabiane Rodrigues afirmou que os crimes cometidos pelo goleiro foram
considerados de "culpabilidade intensa e altamente reprovável". Bruno não mereceu a mesma redução de pena concedida a Macarrão, no julgamento de novembro,quando ele foi o primeiro a admitir que Eliza teria sido entregue para morrer. Bruno não poderá recorrer à pena em liberdade.



iG São Paulo
O goleiro Bruno no momento em que ouvia a sentença dada pela juíza

A leitura da sentença da juíza Marixa Fabiane Rodrigues começou às 2h09 desta sexta-feira (08) após quatro dias de julgamento, divididos entre depoimentos, trocas de acusações entre advogados de defesa e acusação, interrogarório dos réus - quando finalmente Bruno admitiu que sabia da morte de ex-amante Eliza Samudio - e avotação dos jurados. Às 2h23, a juíza encerrou o julgamento.
Na quinta-feira, Bruno e Dayanne refizeram seus depoimentos. Na sequência, defesa eacusação apresentaram suas teses sobre o crime e tiveram suas últimas chances de convencer os jurados. Após isso, o Conselho de Sentença, composto pelos sete jurados, cinco mulheres e dois homens, foi levado pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues para uma sala secreta. 
Na sala, cada jurado respondeu a 20 perguntas (quatro para Dayanne e 16 para Bruno) preparadas pela magistrada. Os jurados receberam cédulas de papel contendo uma a palavra "sim" e a outra a palavra "não", para darem suas respostas. Com a decisão dos jurados em mãos, a juíza redigiu a sentença de Bruno.


Renata Caldeira / TJMG
Os dois réus durante o julgamento desta semana


A primeira fase do julgamento, que ocorreu em Contagem em novembro do ano passado, terminou com as condenações de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno. Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio, sequestro e cárcere privado, enquanto Fernanda, acusada de sequestro e cárcere de Eliza, foi condenada pelos dois crimes e teve pena de cinco anos de prisão - pena da qual recorre em liberdade. O Ministério Público recorreu contra o regime fixado para Fernanda. Em relação ao réu Luiz Henrique, a sentença transita em julgado e não cabe mais recurso.
Outros réus do processo, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como o executor do assassinato, será julgado em 22 de abril. Elenilson Vítor da Silva e Wemerson Marques de Souza também serão julgados em outra data.
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