A chegada de Hitler ao poder

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Hitler





A maioria que lembram a palavra Holocausto lembra seu idealizador, Hitler.
O que muitos não conseguem entender é como algo tão horroroso pôde acontecer numa época onde o mundo se dizia civilizado.
Poucos sabem, mas os primeiros a ir para o centro de concentração nazista foram os comunistas. O objetivo era acabar com qualquer tipo de discussão intelectual, racial, ou política. Não importa por qual meio fosse.

Na Alemanha de 1920 não se sabia fazer política sem uma arma nas mãos, prova disso, é a disputa de socialistas e nazistas que disputavam a problemática Alemanha da década de 1920.
Faziam qualquer terror para intimidar os partidos adversários. E assim, centena de mortos podia ser vistos em Munique.
Com a chegada de Hitler ao cargo de
Chanceler no dia 30 de janeiro, isso mudou. Com menos de um mês no cargo, aconteceu um incêndio no edifício do Ruchstag (parlamento), e de imediato Hitler acusou o partido comunista alemão de ter sido o responsável pelo incêndio.
A imprensa o apoiou em massa e o velho presidente Hindeburg não teve outra escolha a não ser concedendo a Hitler “poderes especiais” (ou seja, uma ditadura legalizada) para enfrentar a ameaça comunista.
Incêndio em Reichstag

Em menos de 24 horas depois do incêndio, com as paredes ainda quentes, cerca de cinco mil comunistas foram presos e alguns assassinados por “resistirem à prisão”.

A eficiência de capturar toda a cúpula comunista alemã foi conseguida apenas porque tudo do incêndio foi planejado pelos nazistas. O esperto que planejou o incêndio foi Joseph Goebbels, que usou um grupo da SA para espalhar pelas dependências do Reichstag um líquido que entra em combustão espontânea depois de algum exposto ao ar.

E o bode expiatório foi arranjado: foi um comunista holandês chamado Marinus Van der Lubbe, preso no local do incêndio e julgado publicamente sendo decapitado a 10 de março de 1934. Quando ele morreu o comunismo, socialismo, a república Weimar até a liberdade de expressão já estavam mortas na Alemanha.

Marinus-van-der-lubbe.jpg
Marinus após a prisão
Em 1933 teve um plebiscito e os nazistas foram os grandes vencedores das novas eleições para o parlamento, “legitimando” desta forma o comando supremo Hitler.

E para firmar ainda mais este poder, a 9 de março o partido comunista foi declarado ilegal, e isso gerou mais uma onda de prisões. Restou apenas um punhado de deputados socialistas, que não tinham como impedir que em 23 de março de 1933 fosse votada e aprovada uma “Lei de Autorização” revogando a constituição de Weimar e permitindo a Hitler criar leis e de decretos sem precisar de aprovação do parlamento.

Era na prática a oficialização de uma ditadura Nazista, e dai por diante tudo foi rápido: em 26 de abril de 1933, a gestapo (Polícia do Estado) é criada na Prússia. Em 1933 o Partido Nazista é declarado o único partido legal da Alemanha.

Com a morte do presidente Hindenburg. O parlamento aprova a resolução de Hitler de fundir os cargos de Chanceler e Presidente, nomeando o fuhrer (Líder) da Alemanha, com poderes totais de mando e desmando, sem ter que pedir ou dar satisfações a ninguém.

O sonho de Hitler se concretiza, que era unir, a Alemanha obtendo seu controle total. O passo seguinte é: purificar a raça ariana de todas as “imperfeições”, e fazer a nação seguir todos seus ideais e vontades, não importando quantas vidas isso custasse. 
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